domingo, 10 de maio de 2015

Dia das Mães

        Conheci há poucos anos a tristeza de um dia das mães sem mãe. Quem acompanha esse blog sabe que perdi minha mãe em 2011. E, no dia em que ela se foi, só caiu a ficha do que realmente tinha acontecido quando a seguinte frase me invadiu a cabeça: "Nunca mais vou poder abraçar minha mãe." Muito da minha dor naquele dia, hoje e para o resto da vida pode ser expressa por essa frase porque um abraço é a síntese de tudo: do afeto, da proteção, do importar-se, do ter com quem contar, de poder cuidar e ser cuidada.
        Acho que daria minha vida por só mais um abraço, daqueles em que simplesmente não existe mais nada ao redor. E, se me fosse pedido só um conselho no dia de hoje, eu diria para as mães: abrace seu filho com a mesma emoção que sentiu quando ele veio ao mundo e você pôde, finalmente, segurá-lo pela primeira vez. Aos filhos, eu diria: abrace sua mãe com a emoção de quem volta de uma longa viagem e avista novamente seu porto seguro.
        Aos leitores, peço desculpas pela tristeza derramada. Juntando-me a vocês, recolho, então, a tristeza, e guardo meu abraço para as mulheres que, de uma forma ou de outra, também são como mães para mim. Meu abraço apertado também a todas as mães que dão a vida por seus filhos e aos filhos que, como eu, dão a vida por um abraço de mãe.


Tristeza nem é tanto passar o dia das mães sem mãe, é passar todo o resto do ano sem ela.


Link para essa postagem


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Preguiçoso

        Perfil de um preguiçoso: dê-lhe um bom motivo para fazer algo, e ele lhe dará dois ótimos motivos para não fazê-lo.


Link para essa postagem


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Trabalho

"O trabalho é como gás. Ocupa todo o espaço que você lhe dá."


Link para essa postagem


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Desejo

        Hoje eu só queria me deitar num chão qualquer com um quê de mato em volta e mergulhar os olhos no céu até eles ficarem inebriados de tanto azul.



Link para essa postagem


quarta-feira, 16 de julho de 2014

A duração do valor

        Quanto tempo dura o valor? O tempo que durar a memória alheia.


Link para essa postagem


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sobre vocação e realização

        Assistindo na TV à trajetória dos bem-sucedidos jogadores escalados para a Copa, vejo que há um denominador comum nessas histórias: a paixão pelo futebol desde muito cedo. Natural, pois no esporte é preciso dar tudo de si e, de preferência, começando o mais cedo possível. Mas, e quem já está maduro, querendo recomeçar e não sabe para onde ir? E se esse alguém sequer se lembra de uma grande paixão ou interesse antigo?
        Numa época em que é possível aprender algo novo e recomeçar aos 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90 anos, com o mundo inteiro à disposição apertando algumas teclas, fica mesmo difícil escolher. E, então, onde procurar a ponta desse novelo quando ela não está assim tão evidente quanto uma vocação precoce?
        Todas essas histórias de sucesso que ouvimos diariamente começam do mesmo jeito: com um sonho. E esse sonho pode ser algo bem recente. Não importa o tempo de vida, ele se denuncia. Dentro ou fora de você. No que você se pega pensando quando acorda ou quando vai dormir. No que você diz que não quer morrer sem tentar. No que você só confessa querer para o melhor amigo. No que você vislumbra para os seus filhos porque, secretamente, queria mesmo era para você. No que você viu alguém querido fazendo a vida inteira e achou que nem era vocação, era apenas óbvio demais porque sempre esteve ali. No que você viu alguém começando a fazer ontem e de repente não sai da sua cabeça como uma grande sacada.
        Sonhos, uma vez instalados, deixam rastros, olhares distantes, cabeças avoadas, sorrisos no canto da boca. Deixam o gostinho do que seria ou será. Realizações deixam muito mais: deixam o gostinho do que já é e daquilo que você nunca mais esquecerá.



Link para essa postagem


segunda-feira, 19 de maio de 2014

O valor de nossos idosos

        É comum a menção às conquistas dos idosos somente do passado, muitas vezes muito distante. "Fulano foi um excelente pianista. Beltrano foi o melhor patrão que eu conheci". E os idosos vão se acostumando a viver do ontem, como se hoje nada fossem ou nada significassem. Consideram erroneamente como valor o que na verdade se chama utilidade para os outros. E a gente pode facilmente reparar esse equívoco apontando o valor intrínseco, e, portanto, sempre presente, dos nossos idosos queridos com mais frequência, não é mesmo?


Link para essa postagem


terça-feira, 13 de maio de 2014

Viver sozinho

        Viver sozinho é ao mesmo tempo ter a chance de aprender profundamente sobre si mesmo e perder a chance de aprender com o outro.


Link para essa postagem


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Utilidade



Link para essa postagem


terça-feira, 8 de abril de 2014

Missão

        Nossa missão na vida é, primeiramente, cuidar bem da nossa vida e das que estão ao redor, sejam quais forem as formas de vida dependentes de nós ao longo do caminho.


Link para essa postagem