Depois de assistir a todas aquelas pessoas cobertas por pedaços de papelão, meu cobertor me pareceu assustadoramente limpo, cheiroso e macio. Diante do frio que só quem dorme ao relento deve conhecer, um cobertor era, certamente, uma das necessidades mais prementes daquelas pessoas. E, diante da atual epidemia de recém-nascidos abandonados na rua, para essas pobres crianças rejeitadas, um cobertor pode fazer a diferença entre morrer ou sobreviver até que alguém as encontre.
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