terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Resoluções de Ano Novo — Outra Vez

        Mais um ano tinindo de novo nos recebe, e a gente faz um monte de planos outra vez. E, na lista de novos planos, logo percebe que alguns não são novos: são do ano passado, retrasado, ou ainda mais velhos.
        Velhas promessas não cumpridas. Velhas promessas retomadas. Algumas velhas promessas simplesmente abandonadas. Novas ou velhas, as promessas persistem. Mas será que, diante da constatação que a maioria das promessas fica só no papel, será que ainda vale a pena prometer?
        Bem, o que sempre vale a pena é ter metas. Esse é o motivo da promessa: querer dar um passo adiante. Então, talvez valha a pena ser mais específico. E talvez também valha a pena ter apenas um alvo. Isso quer dizer que, se você colocar como meta parar de fumar, aprender inglês, entrar na academia, e quiser tudo isso para amanhã, tem grandes chances de fracassar.
        Que tal eleger uma prioridade? Se todas as suas energias estiverem direcionadas para ela, talvez você consiga ir mais longe do que se despender uma quantidade de energia enorme para várias tarefas ao mesmo tempo.
        Se eu quero aprender a cozinhar, tocar violão e fotografar esse ano, provavelmente o tempo dedicado a cada uma dessas atividades será menor que o desejado para um bom resultado no fim do ano. O quão bem eu quero estar cozinhando, tocando ou fotografando quando 2013 terminar? Se eu encasquetar que vou levar adiante as 3, será que elas ficarão bem feitas?
        Um aprimoramento consistente é um dos melhores motivadores. Não será melhor cozinhar OU tocar OU fotografar BEM do que ter se dedicado a todas superficialmente? Se a resposta for sim, vamos à dúvida final: mas QUAL, se eu gosto de todas?
        Bem, aí é apelar para o coração. Ele é mestre em determinar prioridades. De repente você vai se pegar realizando uma delas sempre em primeiro lugar, ou uma sempre com mais frequência do que as outras. Como costumo dizer, nós sempre temos tempo para as nossas prioridades. Se não temos tempo, é porque não é prioridade.



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sábado, 29 de dezembro de 2012

Com o perdão da obviedade (ou segundo lembrete para mim mesma)

Quando você está certo, tudo dá certo. Se não está dando certo é porque você está errado.


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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Saudades da terrinha

        Não há melhor medida de distância do que a saudade. Levando isso em consideração, o Brasil me parece a anos-luz daqui.
        Diante dos quase 3 meses que me restam na Espanha, já começo a sentir falta de coisas tão bobas que nem fazem diferença para quem está aí. Saudades de ouvir bossa nova escoando do rádio do vizinho aos domingos. Saudades de passear com o cachorro no quarteirão de sandálias Havaianas, pois o frio daqui me obriga a estar permanentemente envolta em camadas de roupas. Só vejo meus pés na hora do banho. A falta de convivência anda nos distanciando.
        Sinto saudades até do calor insuportável do Rio. Era um incômodo já administrado. Há 10 dias ando fazendo revezamento de dor de garganta, resfriado e insônia por causa do frio. Os aquecedores do quarto e da sala também andam se revezando para dar conta de aplacar o desconforto e me manter em funcionamento.
        Mas o que mais pesa é a distância dos entes queridos que povoam o meu dia a dia na terrinha. Sabe aquele telefonema com convite para o almoço de domingo? Aquele torpedo para assistir à estreia de uma peça? Aquele encontro para um cineminha à noite? Aquela fugidinha para um café com uma amiga? Pois é. Eles não me alcançam. Estou totalmente fora da área de cobertura.
        Felizmente, a internet me dá uma certa ilusão de proximidade. Enquanto a terrinha fica só na lembrança, escrevo aqui para me sentir mais perto.
        Mas nem tudo é lamúria. Há coisas absolutamente incríveis e dignas de nota por aqui. Tratarei de aproveitá-las, pois elas também deixarão saudades quando eu voltar ao Brasil. E, claro, compartilharei essas novidades com vocês aqui no blog quando o tempo me permitir.
        Por ora me despeço, deixando um grande abraço aos meus amigos, familiares e a todos que acompanham o blog. Um 2013 cheio de alegrias tupiniquins para vocês.


Foto de Rodrigo Valverde, que me fotografou fotografando ao amanhecer.
Para ver mais fotos do Rodrigo, visite o blog Por mis ojos em http://rodrigo-pormisojos.blogspot.com.es/





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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Súplica em um dia de calor

        Alguém pode dar uma vassourada nesse calor que está pousado no meu quarto?



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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Definição de sonhador

        Para mim um sonhador é aquele que acredita mais naquilo que imagina do que naquilo que vê.



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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Além da imagem

        Os cariocas estavam ansiosos para a chegada da exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade, que ficará no CCBB até 13 de janeiro. "A exposição traz pela primeira vez ao país uma seleção de 85 obras-primas do acervo do Museu d'Orsay de Paris, um dos mais visitados museus do mundo, dedicado à arte do século XIX e detentor da mais importante coleção de impressionistas".
        Diante de exposições desse peso, a história se repete: o público corre para as livrarias para conhecer mais sobre o assunto e usufruir mais plenamente do que está em exibição em sua cidade. Outros se animam e resolvem fazer o tão sonhado — ou um sequer cogitado — curso de História da Arte.
        Um evento assim, que mobiliza multidões, às vezes é o único estímulo forte o bastante para se colocar em prática, lendo e estudando, o que antes era, para muitos, uma vontade remota. Seja lá o que tenha impulsionado a vontade de aprender — a indicação de um professor, a recomendação de um amigo, um conselho de um parente, um texto na internet, a insistência do namorado —, uma leitura ou curso têm o maravilhoso poder de nos renovar. A chance de você ficar no mínimo feliz com a oportunidade de upgrade concedida a si próprio é imensa.
        Nem sempre o que impulsiona a aquisição de conhecimento é tão notório quanto essa exposição que veio nos visitar. Às vezes é mais fruto de um processo interno do que de um acontecimento externo. Pode ser que o que você pretende conhecer mais a fundo sempre tenha feito parte da sua vida. E pode ser algo tão presente que você nunca tenha cogitado estudar justamente pelo fato de o assunto já lhe parecer suficientemente familiar. Isso acontece, por exemplo, com pessoas que têm um parente que cozinha tão bem e está tão à mão para ensinar ou dar dicas que chegam a desconsiderar a hipótese de estudar gastronomia.
        Algo parecido me aconteceu muito recentemente. Apaixonada por fotografia, achava que o núcleo do assunto era a técnica, mas cheguei a outra conclusão: o núcleo do assunto é a imagem em si. A partir dessa constatação, qual direção seguir? Estudar imagem? Afinal, imagem não é algo banal, de conhecimento universal e inerente à existência?
A imagem não é algo dominado porque é onipresente. É um universo a se estudar sob os mais variados aspectos. Imbuída desse pensamento, resolvi conhecer melhor o assunto. Então, para me nortear nessa nova aventura, resolvi fazer o — excelente, por sinal — curso de composição da imagem no Ateliê da Imagem. E meu olhar, felizmente, ganhou a chance de se tornar embasado. Como meu lema é socializar o que pode ser enriquecedor, deixo para vocês o depoimento do professor desse curso, André Dorigo:
        "O curso tem por objetivo proporcionar ao aluno a compreensão dos elementos, conceitos e recursos visuais usados na composição de imagens, para que possam servir de ferramenta para o desenvolvimento do seu trabalho pessoal. A partir dos exemplos dos grandes mestres da pintura e da fotografia, buscamos refletir sobre a imagem ao longo dos diversos períodos históricos de modo a compreender melhor a produção (e a profusão) imagética do nosso tempo. Os alunos também são convidados a apresentarem seus trabalhos, para que sejam discutidos em classe. No entanto, mais do que estimular a produção e análise de imagens, o curso pretende ser um exercício do olhar".
        Em uma época de bombardeios diários com novos equipamentos digitais cada vez mais inteligentes e cheios de recursos, acabamos deixando de lado o que motiva o clique: o olhar — o início de tudo.
        Você já parou para analisar o quando a cultura na qual você está imerso determina a sua leitura da imagem? Já observou como o corte que se faz no enquadramento, inclusive a escolha das orientações retrato ou paisagem, determina o olhar do leitor? Já se deteve um pouco mais nas linhas que compõem a imagem? Já avaliou a intenção do fotógrafo ao capturar a imagem naquele ângulo escolhido?
        Todos somos consumidores de imagens, e esse assunto não nos é indiferente. No caso de produtores de imagens, então, esse conhecimento é essencial. Mas, acima de tudo, dispor de ferramentas que embasem o olhar e ver antigas imagens adquirindo novos sentidos é se sentir também renascendo.



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domingo, 21 de outubro de 2012

Qual é o seu lugar no mundo?

        Você já pisou em algum lugar e de repente teve a sensação de que aquele era o seu lugar no mundo? Isso aconteceu comigo quando conheci Ouro Preto. Se me fosse concedido um desejo, eu pediria para visitar Ouro Preto todos os anos até o fim da vida.
        Abrir a janela e ver enquadradas as montanhas salpicadas de igrejas, comer couve com tutu à mineira, doces caseiros sem igual, aquela variedade de queijos saborosos, um inesquecível mexidinho, ver o entardecer dourando as construções tombadas, subir suas ladeiras de pedra-sabão, misturar-se ao burburinho universitário em épocas de festa ou procurar uma ruela e ficar sentado na calçada observando os contornos da paisagem - poucas coisas nessa vida me parecem tão desejáveis desde que os meus olhos encontraram aquele relevo pela primeira vez.
        Ah, Ouro Preto me emociona como só mais um lugar conseguiu: Tiradentes. Essa cidade também transmite tanta paz, tem um poder de encantamento tão avassalador que dá vontade de se camuflar para se misturar à paisagem acolhedora. Um final de semana por lá e você já está "amineirando" o passo, conferindo as horas no relógio de sol da Igreja da Matriz, folheado livros de "causos" do lugar, querendo se demorar.
        Ouro Preto e Tiradentes são dois lugares onde me desfaço para me refazer com menos racionalidade e mais emoção. Lugares onde me escuto melhor, onde me calo melhor, onde a solidão é mais companhia e onde cada ruazinha é imensidão.
        Não importa o seu lugar no mundo. Pode ser outra cidade, outro país, um bairro, a sua casa, a casa da sua mãe ou avó, o parque onde você caminha, a praia que renova suas energias. O importante é que você reconheça esse lugar e sinta que você tem para onde voltar quando quiser se (re)encontrar.




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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pensamento à toa, à toa

        Há dias em que, se não fosse um café, o dia simplesmente não seria.


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Frase

        Hoje acordei com uma frase na cabeça que li pela primeira vez aos 12 anos: "Alimentai a mente com grandes pensamentos, pois jamais subireis mais alto do que sois capazes de pensar."


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Altruísmo

        Altruísmo é ofertar o silêncio em vez da própria voz.


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