segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Coisas

        Evoluir é lembrar que coisas são apenas coisas, não uma parte de você.


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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Conhecimento

        O conhecimento, quando acompanhado da arrogância, é uma forma de agressão.


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domingo, 24 de novembro de 2013

Autonomia

        Só é possível entender o real significado da palavra autonomia ao ganhá-la — ou perdê-la.


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domingo, 17 de novembro de 2013

Vida moderna

        No caos da vida moderna nossos maiores patrimônios são o silêncio e o tempo.


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sábado, 16 de novembro de 2013

Perda

Pendia do parapeito um pano preto.
Partira um parente próximo.
Perderam-se o apetite, a possibilidade, a perspectiva.
Passaram-se primaveras.
Espaçou-se o pranto.
Perdura a provação.
A perda não passa.
A perda é um perene aperto no peito.


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domingo, 10 de novembro de 2013

Frase sobre frases

        Frases nascem do estômago, e dele sigo o exemplo: se forem brandas, retenho; incômodas, expulso.


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domingo, 27 de outubro de 2013

Minha relação com o blog

        Procure-me em mim, e talvez eu esteja; procure-me aqui no blog, e certamente estarei. Não há como estar aqui sem estar ao mesmo tempo em mim. E isso nem sempre acontece nos outros lugares.


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domingo, 20 de outubro de 2013

Insônia

        Contar carneirinhos era a solução analógica para a insônia. As soluções digitais dão mais insônia ainda.


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domingo, 29 de setembro de 2013

Silêncio

        Difícil mesmo é discernir quando o silêncio é uma forma de respeito ou um ato de covardia.


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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Fuga

        A fuga é sempre um adiantamento ou um adiamento do fim.


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Segunda-feira

        Toda segunda-feira me parece longa como um dia sem pão.


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domingo, 22 de setembro de 2013

Definição de choro

        O choro é a liquefação da dor. Ou da alegria.


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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Semelhança

        Frases são como passarinhos soltos, pousam em qualquer lugar.


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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ditados

        Ditados são como pássaros cativos, sempre se sabe onde vão repousar.


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domingo, 15 de setembro de 2013

Felicidade

        Felicidade às vezes também é uma questão de boa vontade.


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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Amadurecimento

        Perder um ente querido é a maneira mais brutal e cruel de amadurecer.


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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Paciência

        Frase de um amigo: "O passar do tempo aumenta muito nossa paciência para algumas coisas e a encurta absurdamente para outras." 


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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Frase

        Sábia frase ouvida recentemente do meu pai: "É melhor administrar o excesso do que a falta".


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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sem préstimo

Versos rascunhados
numa folha
trancada numa gaveta.

Um escritor que não escreve
para um leitor que não lê.



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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Olhando para dentro

        Acabo de olhar ao redor: um sentado na sala diante da TV, outro sentado no escritório diante do computador, outro deitado no quarto diante da tela do celular. Tem sido assim há tempos. Há tanto tempo que nem sei precisar quanto tempo faz. Talvez tenha sido sempre assim. Tenho a impressão de que será sempre assim. Será que em todos os lugares é assim?
        Tenho pensado em algumas alternativas para mudar o foco de fora para dentro. É difícil interiorizar-se com tantos estímulos externos. E há as infinitas tarefas diárias que se avolumam, seja em casa, no trabalho ou para cuidar de quem ou do que amamos. Obrigações. Pilhas de coisas de todos os tipos, desde roupas até papéis. Listas. Agenda. Relógio. Contas.
        No fim do dia, quanto tempo gasto para um encontro consigo? Sim, porque é preciso um tempo para encontrar-se diariamente. Às vezes meia hora basta. Meia hora bem usada pode ajeitar muitos meses tortos ou de operação no modo automático. Sabe aquelas coisas que você faz todo santo dia, mas não para para pensar como faz?
        Como você anda sorvendo o que está ao redor? Como um aspirador de pó? Ou como um coador? As coisas andam passando por você (ou você anda passando pelas coisas) como um furacão? Ou você desacelera para sentir o sabor de cada coisa? Consegue concentrar-se em uma coisa de cada vez?
        Tenho separado meia hora antes de dormir para pensar na vida. Pensar em alguma vontade que realizei e fez toda a diferença no meu dia. Pensar no que desejo incorporar e no que desejo eliminar da minha rotina. Pensar no que eu posso fazer pelo próximo que pode me fazer sentir mais realizada. Pensar no que eu posso fazer de construtivo por mim que vai ajudar a fazer todos em volta crescerem junto comigo. Pensar no que eu posso melhorar nas minhas relações mais próximas. Pensar nas relações que se tornaram distantes com o tempo, mas estão fazendo tanta falta que precisam se tornar próximas muito em breve. Pensar em correções de rota. Correções de rota nunca devem demorar tempo suficiente para descobrirmos que não dá mais para mudar a rota. Para isso a vigilância precisa ter uma certa constância.
        Mas há outras maneiras, além de separar um tempo para a interiorização, de entrar em contato com suas aspirações e necessidades mais prementes. Eis algumas, que não detalharei porque passaria horas para terminar:
·  Meditação: o melhor método que conheço para melhorar a concentração
· Ioga: os exercícios de respiração em especial têm alto poder relaxante, perfeitos para quem tem uma rotina estressante
· Qualquer atividade que envolva criação: nesse quesito, a atividade que me introduziu no mundo da criação foi modelar argila em um curso especializado. Toda criação, embora sofra influência externa, envolve a materialização de conteúdo interno
· Passeio na natureza: a natureza convida à contemplação, à harmonização e ajuda a resgatar a paz interior e a cadência mais humana perdidas no ritmo frenético da cidade grande
· Férias: nada como distanciamento para se avaliar o que precisa ser mudado
· Cursos: eles fazem você descobrir ou aprimorar habilidades, o que melhora muito a autoestima e o autoconhecimento. Muitos conteúdos aprendidos em cursos aparentemente despretensiosos ou para espairecer e relaxar acabam virando aquele hobbie-válvula-de-escape e até mesmo uma nova profissão.
· Terapia: excelente espaço para reflexão, autoconhecimento e aprimoramento da relação consigo e com os outros
        Se nada disso servir para você, descubra seu próprio caminho, mas não deixe seus anseios se perderem de você.   


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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Inspiração

Depois de quintanares
e Chico e Gil caetaneando,
eu inspiro versos,
mas não entoo nem gorjeio,
simplesmente expiro.


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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Gente

Queixo pontudo,
nariz comprido,
ombros caídos,
testa grande,
bochechas cavadas,
cabelos em desalinho,
saboneteiras protuberantes,
umbigo engraçado,
barriga proeminente,
seios desnutridos.
O que é isso, mulher?
Isso é gente.
O resto
é exceção,
montagem,
cirurgia
ou maquiagem.


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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O telefone

Antes
o telefone
ao lado do sofá
ou na mesa de cabeceira
um adereço

Hoje
o telefone
na mesa de jantar
na pia do banheiro
na frente da gente
na frente dos outros
em todo lugar
na frente de tudo


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O tamanho de cada um

        Mesmo o mundo sendo do tamanho de uma alcaparra, ainda tem gente que se acha do tamanho de uma noz.


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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Manual

        — Mamãe, o que é um manual?
        — É um texto com um monte de explicações, meu filho.
        — E pra que serve?
        — Para as pessoas entenderem como uma coisa funciona.
        — E elas entendem tudo quando terminam de ler o manual, mãe?
        — A maioria não entende tudo porque não lê até o final, filho.
        — E tem manual para entender como uma pessoa funciona?
        — Depende de qual parte. Por exemplo, se for para entender a mente da pessoa, o manual chama-se psicologia; se for para entender o corpo, chama-se anatomia.
        — Tem manual para entender o que uma pessoa sente, mamãe?
        — Ah, tem tantos tipos e tanta gente tentando escrever manual sobre o que sente...
        — E você tem um favorito?
        — Tenho, meu filho. É o que chamam de blog.



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terça-feira, 18 de junho de 2013

Vem pra rua



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Silêncio

        Até mesmo o silêncio, quando não consegue se conter, explode em um grito.


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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Revelação

        Não se mostrar é apenas uma forma intrigante de se revelar.


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quarta-feira, 29 de maio de 2013

O mundo dos vivos - para minha mãe

Aqui embaixo quase tudo dói:
o desprezo, a ingratidão, a indiferença.
Entre todas as dores,
a única incurável mesmo, minha mãe,
é essa condenação à sua eterna ausência.


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terça-feira, 28 de maio de 2013

Instinto de proteção

O homem
namora
para se proteger da solidão;
procria
para se proteger do esquecimento;
sonha
para se proteger da realidade;
mente
para se proteger da verdade;
finge
para se proteger de si mesmo.


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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Segunda-feira

        Segunda-feira: um choque de realidade.


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Evolução

        Evoluir é não pagar para ver o quanto pode piorar.


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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Contestável

Escrever não ofende,
apenas acende
o incontestável
direito de contestar.


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sexta-feira, 10 de maio de 2013

As duas verdades

Há duas verdades:
uma é melodiosa,
límpida,
sedosa;
a outra é estridente,
áspera
e escura.


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Passado

        Há dois tipos de passado: o que foi e o que podia ter sido.


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domingo, 28 de abril de 2013

Adjetivando

Espirituosos, incautos,
ingênuos, espontâneos,
surpreendentes, inquietos,
ansiosos, otimistas:
adjetivos de nós mesmos.


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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Demora

Se demorar, eu espero.
Veja bem, demora tem limite.
Se não tiver hora marcada
para acabar essa demora,
talvez eu mude de ideia.


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terça-feira, 23 de abril de 2013

A locomotiva, a britadeira e o medo

Locomotiva:
massa metálica pesada,
dinâmica,
agigantando-se
diante de mim.

Britadeira:
massa sonora pesada,
dinâmica,
agigantando-se
diante de mim.

Medo:
massa emocional pesada,
dinâmica,
agigantando-se
dentro de mim.


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domingo, 21 de abril de 2013

Pedra bruta

Dar forma ao que aconteceu
é semelhante à ourivesaria:
o material chega às suas mãos como prosa,
elas o entregam como poesia.


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sábado, 20 de abril de 2013

Meus avós

        Meu avô entoava A jardineira, Chiquita bacana ou Maria Candelária vestindo seu capote e calçando a galocha nos dias de chuva.
        Minha avó me instruía, entre camadas de rouge e borrifos de laquê, a pedir por obséquio, a não ser potoqueira e a usar a latrina.
        Foi com meus avós que aprendi tudo isso quando era menina. Meus avós, que não estão mais aqui, continuam em mim em tudo o que aprendi.








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terça-feira, 16 de abril de 2013

Cara pintada

A cara pintada
não denunciava nada.
Nem luxúria, nem noitada.
A cara pintada
era a íntima vontade
de morrer enfeitada.


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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Internet

        Pensamento de quem está sofrendo de overdose de internet: Quando a internet sai pela porta, a vida entra pela janela.
        Pensamento de quem está tendo crise de abstinência de internet: Quando a internet sai pela porta, a vida fica em suspenso; só entra pela janela quando o www aparece.


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domingo, 14 de abril de 2013

Domingo

O ponto de ônibus vazio
A igreja cheia
A garagem cheia
A caixa de e-mails vazia
A casa vazia
A casa cheia
de um silêncio vazio


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Domingo e a escrita

        Não sei por que, gosto de escrever aos domingos. No entanto, minha escrita tem andado como eles: preguiçosa.


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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Monossílabos

        Gosto dos monossílabos porque eles são o contrário de mim. Os monossílabos não se preocupam com o que vem depois. Eu, sim.


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como nascem os poemas - parte I

Poemas nascem
como um espasmo.
Involuntários
como um bocejo,
um espirro.
Poemas
são um piscar de olhos.


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terça-feira, 2 de abril de 2013

Lareira

A árvore que aponta o céu
O tronco que desaba
Paus de madeira
no pé da lareira
fazendo sala
enquanto seu fogo não vem

A lenha desfazendo-se em brasa
A lenha
desfaz
end
o

Brasa
que a fumaça cobriu
e o vento engoliu


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sexta-feira, 29 de março de 2013

Calcule sua pegada ecológica

        Você tem ideia do impacto do seu consumo no meio ambiente? Quer saber se seu estilo de vida é sustentável?
        Calcule sua pegada ecológica aqui


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quinta-feira, 28 de março de 2013

Pessoas

        As pessoas se dividem basicamente em 3 categorias: as que ajudam a te levantar, as que ajudam a te afundar e as que ficam olhando os outros te levantarem ou te afundarem.


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segunda-feira, 25 de março de 2013

Mínimo do mínimo

        O mínimo que uma pessoa deve querer ser ou ter ao seu lado é alguém de confiança.


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sábado, 23 de março de 2013

Inevitabilidade

Antônia não pode morrer.
Ainda não plantou uma árvore
nem escreveu um livro
nem teve filhos.
Apesar disso,
se Antônia sucumbir,
conforme-se.
Não havia nada
que você pudesse fazer.


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sexta-feira, 22 de março de 2013

Contrassenso

Anita ganhou o Prêmio Jabuti com seu novo livro
— que ninguém abre.
Anita comeu macarrão com salsicha
e publicou no Twitter.
Isso todo mundo sabe.


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quinta-feira, 21 de março de 2013

Insanidade

Risc, risc, risc
faz a ponta do lápis no papel,
arrastando o verso desengonçado.

Meu Deus, ela confessou ainda usar lápis.
Insana!
É como usar máquina de escrever
na era da computação.

O lápis bambeia sobre a linha obstinado.
Risc, risc, risc,
segue o lápis empretecendo uma parte
do branco entre as linhas.

Meu Deus, ela ousa rabiscar alguma coisa
depois de ler Drummond.
Insana!

A culpa é do lápis e da mão.
Desgovernados, perderam a medida e a noção.

A solução? Desfazer o malfeito.
Ei, você não me arruma uma borracha, não?

E a borracha,
desarvorada no cumprimento de sua missão,
cega o lápis,
esse demente.

E a mão?
A mão continua solta.
Avisem a todos que encontrarem
que ela pode atacar novamente.






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Ócio

O ócio
só existe no dicionário.
Na vida real
existe o computador.
Entre o relógio de ponto e o happy hour,
entre gravatas e tailleurs,
o tempo não ocioso se gasta
curtindo no Facebook,
seguindo no Twitter,
maldizendo a banda supostamente larga
e lamentando a extinção
do tempo ocioso.


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Golpe

O 11 de setembro
golpeou a segurança.
Jazem no local
os restos mortais
da onipotência americana.


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O progresso

O progresso
cimentou a cobra
e asfixiou o pau.


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Reportagem - Guerra e paz na favela olímpica



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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Cidade do Samba - Vídeo de Jarbas Agnelli


The City of Samba from Jarbas Agnelli on Vimeo.



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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Um medo

        Um medo: descobrir lá na frente que o melhor era o outro caminho.


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Segunda mão

        Lembro os tempos da faculdade de decoração em que os olhinhos dos alunos faiscavam quando viam peças de design nos livros, nas revistas, nas mostras de decoração. A gente visitava quase todas, e não era raro encontrar a mesma cadeira famosa em dois ou três ambientes diferentes na mesma mostra. Todas sempre luzindo, comentadas, caras e cobiçadas. E, basicamente, os olhares se voltavam para designers consagrados cujas peças há décadas estavam sob os holofotes e, em menor proporção — bem menor — para os novos designers e seus lançamentos. Peças há tempos catalogadas, encerradas em suas medidas exatas. Durante os projetos, criando ambientes com essas peças, eu sentia falta de me expressar também na criação delas.
        Foi passeando pela Feira do Troca da Praça XV que comecei a desenvolver a capacidade de enxergar em objetos de segunda mão lindas peças novas — e únicas. Era o usado tendo chance continuar se expressando, encantando, inovando.
        E, nesses tempos em que nos preocupamos em reciclar tudo o que é possível, mais e mais olhos vão conseguindo enxergar o encantamento de dar vida nova ao que alguém descartou.
        Foi com base nesse novo olhar que, no meu projeto final, um atabaque virou luminária, um carretel de cabo virou mesa, e outras coisas menores viraram peças de algum outro objeto — tímido, desconfiado de seu futuro, inseguro quanto à sua aceitação num mundo onde as pessoas ainda estão aprendendo a olhar com aprovação objetos de segunda mão.
        Quando, enfim, um olhar se deixa seduzir pelo objeto transformado, o designer sente que cumpriu algumas de suas funções: ser criativo, enxergar além das coisas, dar vida nova aos objetos, contribuir para a preservação do meio ambiente, transformar olhares, surpreender, superar-se.
        Frequentemente, a transformação é motivada pela admiração. Para aprender a reciclar, é preciso reciclar-se primeiro. Muitos há tempos já se esforçam para tornar o meu e o seu mundo mais aprazível. Nossos aplausos ao poder de transformação de quem muitas vezes faz do que é de segunda mão a primeira opção.



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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Resoluções de Ano Novo — Outra Vez

        Mais um ano tinindo de novo nos recebe, e a gente faz um monte de planos outra vez. E, na lista de novos planos, logo percebe que alguns não são novos: são do ano passado, retrasado, ou ainda mais velhos.
        Velhas promessas não cumpridas. Velhas promessas retomadas. Algumas velhas promessas simplesmente abandonadas. Novas ou velhas, as promessas persistem. Mas será que, diante da constatação que a maioria das promessas fica só no papel, será que ainda vale a pena prometer?
        Bem, o que sempre vale a pena é ter metas. Esse é o motivo da promessa: querer dar um passo adiante. Então, talvez valha a pena ser mais específico. E talvez também valha a pena ter apenas um alvo. Isso quer dizer que, se você colocar como meta parar de fumar, aprender inglês, entrar na academia, e quiser tudo isso para amanhã, tem grandes chances de fracassar.
        Que tal eleger uma prioridade? Se todas as suas energias estiverem direcionadas para ela, talvez você consiga ir mais longe do que se despender uma quantidade de energia enorme para várias tarefas ao mesmo tempo.
        Se eu quero aprender a cozinhar, tocar violão e fotografar esse ano, provavelmente o tempo dedicado a cada uma dessas atividades será menor que o desejado para um bom resultado no fim do ano. O quão bem eu quero estar cozinhando, tocando ou fotografando quando 2013 terminar? Se eu encasquetar que vou levar adiante as 3, será que elas ficarão bem feitas?
        Um aprimoramento consistente é um dos melhores motivadores. Não será melhor cozinhar OU tocar OU fotografar BEM do que ter se dedicado a todas superficialmente? Se a resposta for sim, vamos à dúvida final: mas QUAL, se eu gosto de todas?
        Bem, aí é apelar para o coração. Ele é mestre em determinar prioridades. De repente você vai se pegar realizando uma delas sempre em primeiro lugar, ou uma sempre com mais frequência do que as outras. Como costumo dizer, nós sempre temos tempo para as nossas prioridades. Se não temos tempo, é porque não é prioridade.



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