domingo, 14 de abril de 2013

Domingo e a escrita

        Não sei por que, gosto de escrever aos domingos. No entanto, minha escrita tem andado como eles: preguiçosa.


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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Monossílabos

        Gosto dos monossílabos porque eles são o contrário de mim. Os monossílabos não se preocupam com o que vem depois. Eu, sim.


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como nascem os poemas - parte I

Poemas nascem
como um espasmo.
Involuntários
como um bocejo,
um espirro.
Poemas
são um piscar de olhos.


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terça-feira, 2 de abril de 2013

Lareira

A árvore que aponta o céu
O tronco que desaba
Paus de madeira
no pé da lareira
fazendo sala
enquanto seu fogo não vem

A lenha desfazendo-se em brasa
A lenha
desfaz
end
o

Brasa
que a fumaça cobriu
e o vento engoliu


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sexta-feira, 29 de março de 2013

Calcule sua pegada ecológica

        Você tem ideia do impacto do seu consumo no meio ambiente? Quer saber se seu estilo de vida é sustentável?
        Calcule sua pegada ecológica aqui


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quinta-feira, 28 de março de 2013

Pessoas

        As pessoas se dividem basicamente em 3 categorias: as que ajudam a te levantar, as que ajudam a te afundar e as que ficam olhando os outros te levantarem ou te afundarem.


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segunda-feira, 25 de março de 2013

Mínimo do mínimo

        O mínimo que uma pessoa deve querer ser ou ter ao seu lado é alguém de confiança.


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sábado, 23 de março de 2013

Inevitabilidade

Antônia não pode morrer.
Ainda não plantou uma árvore
nem escreveu um livro
nem teve filhos.
Apesar disso,
se Antônia sucumbir,
conforme-se.
Não havia nada
que você pudesse fazer.


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sexta-feira, 22 de março de 2013

Contrassenso

Anita ganhou o Prêmio Jabuti com seu novo livro
— que ninguém abre.
Anita comeu macarrão com salsicha
e publicou no Twitter.
Isso todo mundo sabe.


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quinta-feira, 21 de março de 2013

Insanidade

Risc, risc, risc
faz a ponta do lápis no papel,
arrastando o verso desengonçado.

Meu Deus, ela confessou ainda usar lápis.
Insana!
É como usar máquina de escrever
na era da computação.

O lápis bambeia sobre a linha obstinado.
Risc, risc, risc,
segue o lápis empretecendo uma parte
do branco entre as linhas.

Meu Deus, ela ousa rabiscar alguma coisa
depois de ler Drummond.
Insana!

A culpa é do lápis e da mão.
Desgovernados, perderam a medida e a noção.

A solução? Desfazer o malfeito.
Ei, você não me arruma uma borracha, não?

E a borracha,
desarvorada no cumprimento de sua missão,
cega o lápis,
esse demente.

E a mão?
A mão continua solta.
Avisem a todos que encontrarem
que ela pode atacar novamente.






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